Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade da ternura!
Amo a teu viço agrestelo teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac)
5 comentários:
Refletir sobre este poema é encontrar o belo das palavras e sentir todas as sensações que a língua portuguesa nos traz.
Parabéns pela escolha deste poema!
Lindo esse poema, expressa bem a nossa dedicação!!!
Um beijão meninas!!!
* Não deixem de passar no meu :)
A escolha deste poema realmente é tudo. Para quem é apaixonado pela nossa Língua Materna é um impulso reflexivo mesmo.
Este poema é muito marcante devido expressar tudo sobre a língua portuguesa de maneira sensível e belo ao usar as palavras certas para compor este poema rico em beleza.
Daiana.
Este poema, que vocês escolheram também é o meu preferido.Olavo Bilac inspirado em nossa língua portuguesa, touxe toda a nossa beleza em versos lindos, por todo poema.Muito bom!
Bjos!
Valéria.
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