quinta-feira, 15 de março de 2007

Língua Portuguesa

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade da ternura!

Amo a teu viço agrestelo teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac)

5 comentários:

Meninas Douradas disse...

Refletir sobre este poema é encontrar o belo das palavras e sentir todas as sensações que a língua portuguesa nos traz.
Parabéns pela escolha deste poema!

silvinha disse...

Lindo esse poema, expressa bem a nossa dedicação!!!

Um beijão meninas!!!

* Não deixem de passar no meu :)

Leandra Souza disse...

A escolha deste poema realmente é tudo. Para quem é apaixonado pela nossa Língua Materna é um impulso reflexivo mesmo.

Meninas Douradas disse...

Este poema é muito marcante devido expressar tudo sobre a língua portuguesa de maneira sensível e belo ao usar as palavras certas para compor este poema rico em beleza.
Daiana.

Meninas Douradas disse...

Este poema, que vocês escolheram também é o meu preferido.Olavo Bilac inspirado em nossa língua portuguesa, touxe toda a nossa beleza em versos lindos, por todo poema.Muito bom!
Bjos!
Valéria.